Shihan Rubén Canedo, líder da Associação Seiden-kai (4º a partir da esquerda em pé).
O karate foi a primeira modalidade a ser contemplada pelo programa esportivo da Organização Desportiva Pan-americana (ODEPA), que tem co-patrocínio da Solidariedade Olímpica Pan-americana (SOP) e dos Comitês Olímpicos Nacionais da América.
Rodrigo Terra (o 4º da dir. para esq.), treinador da seleção brasileira Infanto-Juvenil, participou do Curso Técnico de Alto Rendimento 2009, realizado em Nuevo León, no México. O evento, encerrado neste sábado (25/04), teve uma semana de duração. Indicado pela Confederação Brasileira de Karate, junto com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o faixa preta 4º Dan teve contato com treinadores de outros 24 países.
“Nos apresentaram parte das técnicas mais avançadas do treinamento de alto nível na atualidade. Os aspectos tático e psicológico foram os que mais agradaram e a palestra do ex-campeão mundial Jesús Juan Rubio, da Espanha, foi o ponto alto”, afirmou Rodrigo.
O programa 2009, aprovado na Assembléia Geral da ODEPA em outubro do ano passado, oferece cursos de caráter continental. Todos os 42 Comitês Olímpicos Nacionais membros da organização podem indicar um (a) técnico (a) da modalidade que se comprometa a compartilhar as informações em cursos nacionais. No Brasil, o primeiro já está confirmado: será em Aracaju, Sergipe, entre os dias 12 a 14 de junho deste ano. Nesse evento, Rodrigo Terra terá a responsabilidade de passar o que aprendeu no México aos treinadores brasileiros.
"Somente é faixa preta aquele que, sem preconceitos, busca o conhecimento e procura fazer dele uma prática diária; Somente é faixa preta aquele que respeita a sabedoria eterna, seu mestre, seus companheiros de treinamento, sua família e todos seus semelhantes; Somente é faixa preta aquele que busca harmonizar sua personalidade efêmera deixando desta forma transparecer, ainda que de forma distorcida, a beleza de sua alma; Somente é faixa preta aquele que dedica sua vida para ensinar o pouco que sabe aos outros, através seu próprio exemplo; Somente é faixa preta aquele que no meio da confusão moderna ouve a voz da sua consciência e se mantém fiel aos valores que moveram, movem e sempre moverão os grandes guerreiros; ou como está descrito na frase de alguém cujo nome não me recordo, mas que jamais esquecerei as palavras: 'Ser um autêntico faixa preta não é ser mais, mas se tornar menos. Menos agressivo, menos vaidoso, menos autoritário, menos cobiçoso, menos invejoso, menos egoísta, menos apegado, menos ignorante, menos violento, menos...'” (ANDRETTA, Denis).
"Não basta ter socos, chutes e bloqueios fortes, precisamos também ter princípios fortes; Não basta falar de coisas boas, precisamos e devemos praticá-las; Não basta coragem para o combate é preciso coragem para enfrentar a grande luta da vida, onde os desafios são diários; Não basta dominarmos nosso corpo e achar que isto é suficiente para merecer uma faixa preta, devemos tornar “faixa preta” nossa consciência e nosso coração, pois agindo desta forma pouco importará qual a cor da faixa que ostentamos na cintura... Todo o praticante deveria fazer aumentar junto com sua graduação também as suas virtudes, para que venha a se tornar uma pessoa de moral, de bom caráter." (ANDRETTA, Denis).
"...Praticar uma arte marcial é praticar a arte de viver; é procurar ser um pouco melhor a cada dia; é buscar dentro de nós mesmos um ideal pelo qual lutar; é dar um pouco de nós para aqueles com quem convivemos; é compreender as limitações alheias e respeitá-las; é aprender a conviver com aqueles que tem idéias diferentes das nossas; é procurar ver em todos os seres um irmão; é conduzir nossas ações com humildade, dignidade e honra. Pois desta forma, estaremos nos tornando verdadeiros artistas marciais, verdadeiros homens, verdadeiros guerreiros, verdadeiros seres humanos, verdadeiros..." (ANDRETTA, Denis).